A SABEDORIA QUILOMBOLA COMO PATIMÔNIO CULTURAL
Ancestralidade e Sabedoria Quilombola
A ancestralidade e a sabedoria quilombola são temas ricos e complexos que refletem a resistência, a cultura e a identidade dos povos afro-brasileiros. Os quilombos, comunidades fundadas por africanos escravizados que fugiram da opressão, são espaços de preservação cultural e histórica. Neste artigo, exploraremos a importância da ancestralidade e da sabedoria quilombola na sociedade contemporânea.
Origem e Significado dos Quilombos
“É importante ver que, hoje, o quilombo traz pra gente não mais o território geográfico, mas o território a nível duma simbologia.”
(Beatriz Nascimento)
Os quilombos surgiram no Brasil durante o período colonial como refúgios para africanos escravizados que escapavam das plantações e minas. Esses espaços se tornaram símbolos de resistência e liberdade. A palavra “quilombo” tem origem no termo “kilombo,” da língua quimbunda, falada em Angola, que significa “acampamento” ou “fortaleza”.
Importância Cultural
“A Terra é meu quilombo. Meu espaço é meu quilombo. Onde eu estou, eu estou. Quando eu estou, eu sou.”
(Beatriz Nascimento)
Os quilombos preservam tradições culturais, linguísticas e religiosas que foram trazidas da África. Eles são guardiões de práticas como o artesanato, a culinária, a música e as danças tradicionais, que são passadas de geração em geração.
Sabedoria Quilombola
“Quilombo é uma história. É uma palavra que tem história!”
(Beatriz Nascimento)
A sabedoria quilombola está enraizada na conexão com a natureza, na solidariedade comunitária e na resistência pacífica. Os quilombolas têm uma relação íntima com a terra, utilizando práticas sustentáveis de cultivo e manejo ambiental que são exemplos valiosos de sustentabilidade.
Educação e Transmissão de Conhecimentos
“Vozes do quilombo somos nós!”
(Márcia Pena)
O conhecimento é transmitido oralmente, por meio de contação de histórias, cantigas e lendas. Essa forma de educação fortalece os laços comunitários e preserva a identidade coletiva. As lideranças quilombolas, muitas vezes, assumem o papel de mestres e conselheiros, guiando as novas gerações.
Desafios e Reconhecimento
“Nosso chão, nossa história que resiste em você – nós.”
(Márcia Pena)
Apesar de sua rica contribuição cultural, as comunidades quilombolas enfrentam desafios significativos, como a luta por reconhecimento legal, acesso a terras e direitos básicos. O reconhecimento oficial das terras quilombolas é crucial para a preservação de suas culturas e modos de vida.
Ações para Preservação
“Quilombo sempre!”
(Márcia Pena)
É fundamental apoiar políticas públicas que visem a proteção e valorização das comunidades quilombolas. Organizações não governamentais, instituições de ensino e a sociedade civil podem desempenhar papéis importantes na promoção da inclusão e do respeito aos direitos quilombolas.
Conclusão
A ancestralidade e a sabedoria quilombola são tesouros para humanidade, que enriquecem a cultura brasileira e oferecem lições valiosas sobre resistência, sustentabilidade e humanidade – ancestralidade. Ao reconhecer e valorizar essas contribuições, podemos construir uma sociedade mais justa e inclusiva, onde a diversidade cultural é celebrada e respeitada.
Márcia Pena